ATENÇÃO, MUITA ATENÇÃO!!

•Outubro 10, 2008 • Deixe um Comentário

 

Caros cidadãos,

Consta que hoje vai ser votada na Assembleia da República a proposta da esq….esquer….. ai que comichões, da esquerrrrrrrrrrrrda, de aprovação e legitimação do casamento de homo….ai meu Deus, Nossa Senhora, os meus princípios não deixam… Mas bom, aqui vai, casamento de homosexuais!!! (Já vou lavar a boca). Acautelem-se que são indícios de tempos loucos, tempos de aberração, contra-natura, que nos indignam a todos, todos os que sabemos que Adão e Eva foram criados para procriar e povoar este mundo que Deus originou. Não sabeis que polos positivos não atraem polos positivos e que polos negativos não atraem polos negativos?? Querem ver tudo ao contrário?? Acautelem-se que se for aprovada esta aberração, os nossos filhos podem vir a ser contaminados e o mundo de amanhã será um mundo de Adão com Adão e Eva com Eva! Qualquer dia até os macacos falam e os porcos andam de bicicleta e o boi dorme enquanto o homem lavra a terra! Tenham medo, tenham muito medo!

…Claro que estou a usar de ironia. O que interessa a meio mundo o que o outro meio faz da sua vida pessoal, das suas opções sexuais, das suas necessidades privadas? Em que é que prejudica a um heterosexual que 2 pessoas do mesmo sexo se casem, adoptem crianças, etc? Porque é que a maioria dos cristãos, para falar do nosso contexto cultural, se prende a sentimentos mesquinhos e egoístas??

Vitaminas infantis

•Agosto 26, 2008 • 1 Comentário

          Hoje, enquanto não passava dos 80/hora na 2ª circular (e acho muito bem), derretia no casulo quente do carro e reflectia na falta de energia sentida nos últimos tempos. Já não ter 20 anos não é desculpa. Sei que o problema está lá, naquela parte manhosa do cérebro (muito influênciada pelas hormonas, pela lua, pelos sonhos que não atravessam a barreira da consciência, etc.).

Apetecia-me de novo regressar à idade em que eu era Tom Sawyer, Dartacão, Ulysses e em que o meu entusiasmo tinha de ser freiado (não fosse partir alguma coisa em casa ou magoar-me numa queda no quintal).

Nessa altura, essa parte manhosa do cérebro era muito menos manhosa e os sonhos que não atravessavam para o lado de cá deixavam um rasto de aromas a chupa-chupa, gelados de gelo, serpentinas,  cabelos da Barbie, e tinham o brilho irreverente e irresistível dos olhos traquinas de Tom Sawyer.

Se tudo isso fosse possível de encaixar dentro de uma cápsula, esta teria a cor do arco-íris e seria a minha vitamina infantil, que tomaria todas as manhãs e me deixaria um assobio nos lábios, um riso trocista, uma vontade de saltitar na rua, um contentamento vibrante.

E um bei-jo p’ra quem fi-ca!

•Agosto 18, 2008 • 2 Comentários

 Eis uma frase que estou quase a dizer! Faltam 17 (longos) dias, que farei o possível para passarem o mais depressa que as leis do tempo permitem. Longe vão os tempos com um mês inteirinho de férias, em que se partía caucasiano e se voltava pretinho. Nos últimos anos as férias são curtas, em tempo, dinheiro e em sensação de descanso – por vezes voltamos mais cansados do que partimos.

Mas este ano farei para que seja diferente, quero que as minhas férias sejam um ponto de partida para várias mudanças a título pessoal. Um dos objectivos, por exemplo, é deixar de fumar no regresso (até tremo ao pensar nisso) é que, infelizmente, eu sou uma daquelas pessoas que cresceu a fumar. Se dividir os meus anos de vida ao meio, fumo há mais tempo do que isso. Não conto que vá ser fácil, mas tem de ser agora! E já agora, pessoal que deixou de fumar com sucesso, deêm-me as vossas preciosas dicas, vai doer?

Deixar de fumar, voltar ao yoga, e, já que vou mudar de casa e terei por perto um parque com circuito, vou dar asas à minha vontade de correr, correr, correr! Não chegarei ao ponto do Forest Gump, que um dia sentiu vontade de correr e só parou uns anos depois, com barba pelo umbigo e cabelo pelo meio das costas, mas correrei, todos os dias se puder.

Mais mudanças me esperam (espero eu), mas nem tudo pode ser revelado. Quem sabe se não terei de mudar o nome ao blog? ;)

Entretanto, faltam 17 dias para eu dizer de peito aberto (não no sentido literal, claro) E UM BEI-JO P’RA QUEM FI-CA!

Imprensa (daMerda)

•Agosto 8, 2008 • 1 Comentário

“Um polícia saíu com um envelope na mão, resta saber o que contém aquele envelope”

“a refém vestia, segundo dizem, calças brancas e uma blusa…vermelha…não, não, dizem agora que era uma blusa preta”

“um dos sequestradores foi abatido e o outro que também foi abatido dirige-se agora para o hospital em estado grave”

Lembro-me agora destas, mas houve mais pérolas jornalísticas do género. Reportagens essencialmente vazias, a queimar tempo de antena, non stop, até que aconteça algo importante como o facto de um polícia ter um envelope na mão, ou confirmar a cor da blusa da refém, frisar repetidamente a nacionalidade dos sequestradores, sublinhar o nome dos hospitais para onde encaminham a pessoa moribunda e os reféns recém libertados, é, quanto a mim jornalismo da MERDA.

Breathe in, breathe out

•Agosto 5, 2008 • 2 Comentários

      Infelizmente não tenho nenhuma história sobre um large penis para contar e, por isso, não captarei a vossa atenção. Contarei ao invés a história de uma mergulhador. Vamos chamar-lhe Jaques.

Trinta minutos de pranayama, remata com cinco minutos intensos de kapalabathi. Sente-se como que hipnotizado, os barulhos do exterior da cabina do barco onde se encontra são sons surdos, a visão aguça-se mas só vê o que está para além da porta daquele compartimento. E para além do convés. E para além do aglumerado de técnicos que aguardam a sua descida. E para além da superfície quase lisa das águas daquele oceano.

Não adianta perguntarem-lhe se está preparado, se está pronto, se se sente em condições. Responderá a tudo que sim com um aceno de cabeça. Os olhos semi-serrados veêm agora os dedos de uma mão, ouve muito ao longe “cinco – quatro – três – dois – um”. Um clique metálico arremete o seu corpo vertical, suga-o para dentro da água e a viagem azul só então começa. E conforme os tons de azul se vão tornando mais escuros, desce grau a grau a temperatura do lençol gigante que o envolve e ele já vê e ouve tudo e já sorri, e não sente que o seu corpo está no limite e que não tardará a eclipsar-se com a pressão.

O seu corpo dança ao ritmo lento da convulsão. A sua mente está feliz. A vertigem azul era o seu objectivo e o seu destino. Sente-se finalmente em casa e é ali que vai ficar.

Investigação psíquica – Jane Goldman

•Agosto 1, 2008 • Deixe um Comentário

Ora aí está algo que me daria muito prazer fazer. Antes dava no canal Odisseia, passou  para o ZoneReality,  Janes Goldman Investigates. Esta escritora britânica, em cada episódeo, propõe-se investigar e experimentar um método “alernativo”, seja cartomância, astrologia, comunicação com espíritos ou hipnose. Acho-a fantástica, começa sempre com a distância inicial necessária, uma certa pose céptica, mas pronta a demoronar-se e a comprovar, na própria pele, as possíbilidades de uma verdade escondida. Adorava fazer isso reportando ao nosso contexto nacional, tão rico a nivel de mesinhas e feitiçarias de trazer por casa – outras mais elaboradas –  do nosso Portugal profundo. Deixo aqui um apelo, já que como antropóloga fiz investigação e seria de bom grado  que me atiraria de cabeça. Porque não um “Susana Alves Investiga” de Norte a Sul do país? Vá lá, embora não tenha um peito tão voluptuoso como o dela e meça talvez uns 20 cms a menos, também tenho uma farta cabeleira e sei fazer do meu olhar um posto exótico. É só dizerem e começo a elaborar o projecto, depois é “cameraaaa, acção!”

Uma pincelada e toca a andar

•Julho 30, 2008 • Deixe um Comentário

 Há quem muito se espante com o mercado nacional de venda/arrendamento de casas. Há por aí muita gente arrogante que pede balúrdios por cacos velhos e ainda por cima considera que “tem quatro paredes e telhado, é perfeitamente habitável”. Limpar e dar uma pintura, reparar caixilhos podres, recolocar um esquentador, permitir uma inspecção do gás,”Deus nos livre, a casa já está barata que mais querem?” Pois é, no nosso país é assim, então quando nos atiram à cara que passam recibo, deviamos até, sem dúvida, fazer-lhes uma vénia, arrastar-nos no chão a seus pés, beijar-lhes o rosto, espantados com tanta geneosidade e honestidade.

O tempo dos colchões de palha já acabou, assim como o de famílias de 10 pessoas prontas a habitar e partilhar alegremente uma casa com sala, quarto, cozinha e, vá lá, um wc. Mas acreditem, muita gente aluga autenticos buracos e ainda acham que estão a fazer um favor a quem não pode dar mais que x e fica resumido a essa possibilidade. Não se dorme na rua, mas paga-se 300 ou 400 euros por um ninho nefasto cujo proprietário merecia é que a qualidade da casa aparecesse escarrapachada nas fotos das 1ªs páginas dos jornais.

E a arrogancia é mesmo o que mais custa a aceitar…

28 de Julho

•Julho 29, 2008 • 1 Comentário

Ontem fiz 31 anos. Sobre a idade que completei ontem, não tenho nada a dizer. Mais um, menos um, não se sente nada de especial. Geralmente sentia um fru-fru, um não-sei-o quê, no dia do meu aniversário, e ontem não senti nada, uma indiferença total.

Passou-me pela cabeça, que nos próximos anos, se isso voltar a acontecer, deixa de ter sentido o bolo e as velas e o pessoal à volta a cantar-me os parabéns. Celebrar o quê se não sinto nada em relação a isso?

Não fará mais sentido festejar um dia em que me sinta estupendamente bem, um dia daqueles em que agradecemos a não sei quem ou não sei o quê tudo o que nos acontece desde que acordamos até repousármos a cabeça na almofada para mais uma noite de sono?

É que para falar a verdade, ontem a cantilena dos parabéns pareceu-me a mais longa de sempre. Nem chega a um minuto, mas senti-me impaciente para que acabasse. Apaguei as velas por obrigação (não as ía deixar arder até ao fim e estragar com cera o bolo que a minha mãe me comprou).

Neste 28 de Julho de 2008, cheguei à triste conclusão que quando estamos fartos da maior parte das coisas que nos rodeia, tudo nos pesa. Até quem mais amamos. Controlamo-nos para não abrir a boca e deixar sair um “Sim senhor, agradeço a vossa lembrança, adoro-vos, agora desculpem-me mas vou retirar-me para um quarto escuro e onde nada mais se ouça que o silêncio”.

É que não faz realmente sentido. Hoje acordei com dores por todo o corpo, uma moinha na cabeça e lágrimas a dificultar-me a visão e há uma dúzia de horas atrás, os mais próximos estavam à volta de uma mesa a celebrar mais um ano passado sobre o meu nascimento ocorrido a 28 de Julho de 1977.

Talvez o que não faça mesmo sentido, é uma pessoa sentir-se estupidamente esgotada para não aproveitar o facto de estar rodeada de gente que a ama e que faz questão de passar consigo aquele dia. Mas aí lá está, celebrar exactamente o quê? A cara que metade são olheiras? As mãos tremeliques de nervosas? A cabeça que não descança e não consegue concentrar-se em coisas boas?

Realmente é uma pena, que a data do nosso aniversário muitas vezes coincida com aqueles dias em que nos sentimos uma fraude por estarmos a tentar estar contentes e corresponder às expectativas, quando por dentro um burburinho ensurdecedor nos vai atirando contra a parede e nos sentimos a quebrar em 1000 pedaços.

O que dizer?

•Julho 23, 2008 • 1 Comentário

Vamos dizer que preferia estár em casa a dar festas e a ouvir o ronronar do meu gato;

Vamos dizer que preferia estár no meu sofá a ler mais um delicioso romance de Isabel Allende;

Vamos dizer que preferia estár em casa porque daqui a pouco o meu amor vai acordar e gosto de fustiga-lo com beijos nesses momentos;

Vamos dizer que depois disso, gostava de passar 2 horinhas na praia, a ganhar cor e vitaminas. O sol não é apenas o astro rei deste planeta, é o meu astro rei e regente;

Já disse. Era isto que me apetecia neste preciso momento.

Será de ser português??

•Julho 18, 2008 • 3 Comentários

Será que os genes dos portugueses contêm características que os levam a ser, na sua maioría, pessoas sem palavra, dados a actos de esperteza (mais do que inteligência), gosto por ludibriar, irresponsabilidade e pouca consciência cívica? Senão vejamos, em pouco mais de 2 meses de experiência como agente imobiliária tenho encontrado muito disto:

- proprietários que aceitam mediação imobiliária, deslocamo-nos “n” vezes em visitas com interessados e quando estes têm dúvidas e precisam de mais informações, por mais que tentemos contactar os donos da casa, estes não atendem;

- proprietários que aceitam mediação imobiliária, deslocamo-nos “n” vezes em visitas com interessados, e quando um decide ficar com a casa, estranhamente o proprietário deixa de atender telefonemas e ignora as mensagens deixadas no voicemail informando-o que encontrámos comprador ou inquilino;

- proprietários que aceitam mediação imobiliária, deslocamo-nos “n” vezes em visitas com interessados, depois dizem-nos que já têm comprador “quase certo” e garantem-nos que nos avisam se a casa deixar de estar disponível e, quando isso acontece, nem avisam nem atendem chamadas ou respondem a mails;

- potenciais clientes, que visitam uma casa, garantem que a querem e depois desaparecem do mapa, não atendendo chamadas ou respondendo a mails;

-  poptenciais clientes, que nos pedem informações sobre determinadas casas, pedem para as visitar e, quando tratamos de agendar visita com o proprietário, deparecem do mapa, não atendendo as nossas chamadas.

Agora digam-me, isto é gente correcta e que se preze? Sabe bem ser-se incorrecto, fazer as pessoas que estão a desempenhar o seu trabalho perderem tempo? Têm orgulho em ser assim? Eu até podia deixar aqui uma lista de nomes, sobretudo de proprietários que metem anúncios das suas casas na net, usam as mediadoras para divulgarem à borla e são pessoas muito pouco sérias, se calhar até ficavam com problemas em divulgar as suas casas, era bonito, não era? A toda a gente que não tem respeito por quem trabalha nesta àrea, tenho a dizer: DEVIAM TER VERGONHA, o vosso carácter é lastimável.